sábado, fevereiro 19, 2011

sábado, fevereiro 19, 2011

Do fundo do baú II

Fujo da paixão
 (não a quero mais)
 mas sinto-a no meu encalço
 seu hálito no meu pescoço
 sua boca na minha pele
 seu pulsar no meu peito
 tento me esconder
 (me encolho)
 me pinto de negro
 para enganá-la
 suspendo a respiração
 (para que não me ouça)
 mas ela fareja
 o cheiro do meu medo!

   (julho 17, 2008)
                                                             


um deslizar de língua
um roçar de dedos
o princípio de tudo
do despertar do desejo
ao êxtase absoluto

(maio 06, 2008)


Ao findar a madrugada,
restos de tudo e de nada;
falas marcadas por palavras gastas
e pontuações respiradas,
lençóis amarrotados,
um projeto mal esboçado de amor
e ela, apenas pele e osso,
uma alma atormentada
e as violetas que ele plantou
no seu pescoço.

( abril 20, 2008)