terça-feira, julho 22, 2008

terça-feira, julho 22, 2008

Ricardo Rayol


Ricardo Rayol - um homem instigante; místico e profano, poeta e realista, doce e amargo, indignado e complacente, irônico e solidário; dono de uma personalidade apaixonante, que se revela em seus escritos.

Ricardo não é um escritor de inspiração ocasional, da palavra fortuita, lançada a esmo, é poeta e prosador, verseja sobre a vida com a emoção dos que sabem compreender e reproduzir a expressão da realidade cotidiana. Dotado de perceptível talento, da bem formada linguagem e fraseologia, é um autor forjado na prática da leitura, coisa rara hoje em dia e tão necessária a quem se propõe a escrever.

Versátil, administra seis blogs e, embora sejam de estilos bem diversos, o faz com muita competência.

Seus versos nos oferecem uma leitura de qualidade, sofisticada, densa, nada ingênua, às vezes até cética, mas sem abrir mão da poesia, da magia.

Muito mais teria para falar sobre o Ricardo Rayol; sobre seu lado lúdico e lírico ao narrar, em versos, as aventuras de um cabritinho montês; sobre sua irreverência ao “recontar” a história da humanidade; sobre o cidadão preocupado e revoltado com a situação política e social do País; sobre o sedutor e seus belos poemas e prosas eróticos, mas prefiro fazer o convite para que acessem os blogs dele e comprovem, os que ainda não o conhecem, que não lhe fiz nenhum elogio e que apenas mencionei algumas das inúmeras qualidades que ele tem como escritor e poeta.



Ricardo


Mesmo se conhecesse todas as palavras e tivesse o seu dom de poetar e lidar com elas, não conseguiria expressar a enorme admiração e o carinho que lhe tenho. Então, coloquei coração e emoção nas pontas dos dedos, só para deixar registrado, e para que todos saibam, o prazer que tenho em ler você, onde quer que escreva.



Vazio
(Ricardo Rayol)

Ecos, na casa agora vazia,
pela janela, o inverno chega,
julgam-se as árvores moribundas,
derramam-se em folhas, amarrotadas.

Abriu a derradeira porta,
deixou-se consumir pelos ruídos do passado,
o triste canto do cisne,
o seu próprio réquiem.

Em seu último passo,
a lembrança dela o atingiu,
morreu assim,
com um sorriso e uma lágrima.



Ato
(Ricardo Rayol)

Já disse antes, nas tardes frias do outono, que ainda nada sei sobre o amor. Sei apenas o que sinto. As batidas arrítmicas que ora falham, ora teimam em pulsar distantes, no livre olhar, de tua sombra delineada. O rasgar da alma, no ouvir etéreo de sua voz, mas o amor mesmo não conheço, não lhe fui apresentado.

Sinto-me um trapezista, triste artista, que no ar se lança, sem rede.

O inverno da minha vida se aproxima.

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Blogs do Ricardo Rayol

A Cor da Letra
Jus Indignatus
Juarez o Cabrito Montês
Em Verdade Vos Digo
A Casseta do Cabral
Memórias Póstumas de Um Puto Prestimoso