sexta-feira, junho 06, 2008

sexta-feira, junho 06, 2008

Sempre-viva

os homens que já amei
todos se foram, morreram.
a cada despedida,
meu coração se partia
e eu também morria;
mas bem antes do sétimo dia,
antes mesmo que o galo
cantasse pela terceira vez,
eu os (re) negava
e me ressuscitava



mesmo quando a vida
se torna uma viagem,
pelo inverno e pela noite escura,
eu busco uma passagem,
uma rota de fuga, no céu azul,
onde alguma estrela sempre brilha.