domingo, junho 22, 2008

domingo, junho 22, 2008

Só Comigo Mesma

Queria compor um poema, talvez de amor, mas falta-me (sua) voz e apenas o silêncio ocupa todos os meus espaços.

tentei pensar naquele beijo, que você nunca me deu, mas os seus lábios eram gelados e me queimaram com uma paixão de gelo.

não sei por quais caminhos você se dispersa; o que faz das suas horas, quando eu me encontro sozinha, lá, onde procuro nos achar.

desde sempre me sinto doer, meu corpo é demasiado pequeno e frágil para suportar tamanha vontade por quem não me sabe e nem me percebe.

das noites escuras e frias, materializam-se fantasmas e com eles a orgia dos sentidos, a magia expressiva da língua, dos dedos...

não fosse a imaginação o melhor dos estimulantes, esta madrugada seria mais uma realidade insone e entediante.

então, enquanto você não vem ...

que venham os fantasmas!