terça-feira, abril 29, 2008

terça-feira, abril 29, 2008

Meu Tempo

(imagem J.S.H)

Quando meu amor estava comigo, sabia que ia embora logo que clareasse o dia e implorava ao tempo que se aquietasse, ali, naquele momento, mas o malvado não me ouvia, implacável, corria ligeiro e de nada adiantava meus choros e rogos, não havia força ou impossibilidade que o fizesse parar;

Agora que meu amor ainda tarda a voltar, só de pirraça o tempo pára de vez em quando, os segundos parecem minutos, os minutos duram horas e as horas uma eternidade.

Enquanto espero por uma nova noite, sento-me à janela para ver a vida correr e, perdida nas minhas lentas horas, deixo que o tempo escorra pelos meus olhos.