segunda-feira, fevereiro 18, 2008

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Filhas de Eva


Duas mulheres, duas amigas; a morena Clarissa, a loira Eleonora.

Clarissa, uma mulher decidida, profissionalmente realizada, arrojada, bem resolvida, falante e sedutora, mas na hora do amor, se punha de quatro, implorava por maus tratos, queria ser encoleirada, humilhada, sodomizada - ­se dizia submissa.

Eleonora, moça tímida, frágil, envergonhada, mansa e gentil, porém na hora do sexo, se punha a galope, chicoteava, maltratava, usava e abusava do outro, comandava o ato – uma dominadora.

As duas se amavam e se apaixonaram pelo mesmo homem, de nome Juvenal; bissexual, sado-masoquista, cujo lado feminino se encantou por Eleonora e o lado macho se apaixonou por Clarissa.

Como sádico, se divertia em maltratar Clarissa e como masoquista, gozava a dor que lhe impunha Eleonora.

Os três se completaram e viveram um estranho caso de amor, um triângulo feliz, cujos vértices se invertiam, até que Juvenal conheceu o marinheiro John Smith, tatuado, loiro, alto, e ...
bem, essa história ainda não acabou, o final conto outro dia.

E como dizia Drummond:

“Mundo, mundo, vasto mundo,
Se eu me chamasse Raimundo,
Seria uma rima
Não uma solução”.