terça-feira, outubro 23, 2007

terça-feira, outubro 23, 2007

E... Aconteceu comigo



Nunca fui de duvidar dos sentimentos dos outros, por isso acreditei na história daquela mulher que ao visitar a jaula do gorila no zoológico de Belo Horizonte pensou reconhecer os olhos do marido, já falecido, nos olhos do animal e por ele se apaixonou perdidamente...

Ou então na do rapaz que ao ver uma tela exposta por um desses pintores que exibem seus trabalhos em feiras, se apaixonou pela modelo e ao saber que se tratava de uma moça que o artista havia retratado nas ruas, comprou a tela e saiu com ela debaixo dos braços pela cidade, procurando a mulher que o havia encantado...

E ainda no caso da garotinha chinesa Hongxue relatada no livro “As Boas Mulheres da China” da Jornalista Xiran, que descobriu o afeto ao ser acariciada não por mãos humanas, mas pelas patas de uma mosca e passou a amar o inseto como se pessoa fosse.

Estranhas formas de amor, mas todas possíveis e aceitáveis para mim.

Mas... Quando aquela amiga me disse estar amando virtualmente, como duvidei desse amor. Achava ser uma fantasia de uma mente perturbada e não conseguia entender como alguém poderia se apaixonar por uma imagem ou algumas palavras na tela de um frio computador. Como amar alguém que não se sabe o cheiro, a textura da pele, o olhar? Cheia de empáfia diagnostiquei: Era caso de tratamento psicológico, tinha perdido a razão e necessitava de ajuda especializada, comigo isso nunca aconteceria, certeza (tinha).

Até que... Aconteceu!

Pois é, como diz o ditado: "língua fala, língua paga”!

“E naquela madrugada fria, você disse:
- Coloca sua mão na tela, amor...
coloquei...!!!
Sentes o meu calor ?
- Sinto com o coração...
ele é real.
A minha mão
na tua unindo,
o virtual e o real !
Agora já não há mais volta...
- Estamos amando...
Não há nada maior ou menor que um toque!"

(desconheço o autor desse poema)