segunda-feira, outubro 29, 2007

segunda-feira, outubro 29, 2007

Ana Maria



“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.”
(Marta Medeiros)


Ana Maria, como toda mulher, desejava encontrar seu príncipe encantado.
Vivia sonhando com ele, sem ainda o conhecer... Até que um dia o encontrou, tal qual o imaginava nos sonhos. Tão feliz ficou que até pensou que seria para sempre. E quase foi mesmo...

Não fosse a inveja daquela outra, que ao ver a felicidade dos dois, resolveu tomar o Amor de Ana Maria.

Ana se viu às voltas com uma rival, não uma daquelas que se possa enfrentar, mas uma rival sem piedade, implacável, poderosa que quando quer, quer mesmo, e pelo que se sabe, nunca perdeu uma disputa

Tanto que Ana implorou, suplicou para que “Ela” não levasse o seu amor...

A desalmada não se comoveu e foi assim que Ele partiu com a outra, deixando Ana sozinha com a dor e a solidão.

Os dias foram passando, Ana se encolheu, se anulou, se entregou a uma profunda depressão e assim ficou, isolada de tudo e de todos.

Mas, se o tempo não cura tudo, mostra outros caminhos e Ana encontrou nova razão para continuar vivendo... Descobriu-se poeta e hoje vem poetando lindamente e através de seus versos pranteia sua saudade, o seu amor e seu desejo por aquele que lhe foi roubado pela Morte.



Dela:

SOB A LUZ DO LUAR

Seu corpo me chama
O meu se derrama
Todinho no seu.
Já não me pertenço
Sou delírio incontido
Um ser possuído
Perco-me de mim.
Só nos teus braços
Encontro os laços
Que me fazem só tua.
Em poucos instantes
Estou toda nua
E sem relutar
Começamos a amar
Sob a luz do luar
(ana maria)