segunda-feira, dezembro 31, 2007

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Feliz Ano Novo

Desejo a vocês um 2008 repleto de
amor, paz, saúde, alegria
e muitas emoções boas a serem vividas

Que seja pleno de Luz, esperança, harmonia.

Que este Novo Ano seja o das realizações.

Que vocês nunca deixem de sonhar
e que todos os seus sonhos sonhados se tornem realidade.

Feliz Ano Novo Amigos!

Que Deus te dê
para cada tempestade um arco-íris,
para cada lágrima um sorriso,
para cada cuidado uma promessa,
e uma benção para cada provação.
Que para cada problema
tenha uma solução e
uma resposta para cada oração.

Que o caminho seja brando
a teus pés,
e o vento sopre leve
em teus ombros.
que o sol brilhe suave sobre a tua face,
e as chuvas caiam mansas em teus campos.
Que em todos os teus momentos de aflição
Deus te carregue na palma de Sua mão!
(adaptação de uma antiga Benção Irlandesa)
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domingo, dezembro 30, 2007

domingo, dezembro 30, 2007

Saldo Positivo

Fim de ano e estou inteira e feliz! Não que eu seja uma alienada, sei dos problemas do mundo, sei do buraco negro na camada de ozônio, da fome, da miséria, da AIDS, da violência, da corrupção dos políticos, do tráfico de drogas, dos drogados...

Tudo isso sei e, durante todo o ano, faço a minha parte para ajudar a melhorar, um pouco que seja, o mundo no qual vivemos.

Mas falo da minha felicidade pessoal e, dela, cuido diariamente e para isso adotei uma fórmula simples, contabilizo tudo em duas colunas: Alegria e Tristeza.

Na coluna tristeza, só lanço mortes ou doenças graves de pessoas muito queridas. As contrariedades tipo, engarrafamento de trânsito, filas de banco, unha quebrada, dor de cabeça e dores outras, traição, ciúmes, fofocas e discussões, deixo de lado, pois são passageiras, deleto e esqueço.

Na coluna alegria, lanço o que me deixa contente no dia a dia; o beija-flor na minha janela, os meus vasinhos de violeta que voltaram a florir, o canto dos meus canarinhos, ser acordada por uma lambida do meu cachorrinho, a risada da minha filhotinha, vê-la dormir e acordar, o vizinho tocando Chopin ao piano, a caixa de chocolates que ganhei, o telefonema especial e as flores que recebi, ouvir Chico Buarque, ler livros, as mensagens de carinho e versos que me deixam aqui no blog, conversar com parentes e amigos, abraçar, beijar, fazer amor e tudo mais que acolhe a minha alma e aquece o meu coração.

Ao final do ano, faço as contas e percebo que meu saldo está positivo. Mais horas sorri do que chorei, mais vezes estive alegre do que triste e me declaro feliz!

(e se assim não for, minto que sou feliz e minto tanto, com tal verdade, que acabo acreditando e fico, realmente, feliz).

Mudando o rumo da prosa, já mencionei aqui, várias vezes, a admiração e o carinho que tenho por Mariza Lourenço como Escritora/Poeta, como mulher, como profissional da advocacia e como amiga muito querida e, por isso, escolhi um poema dela para postar neste que, talvez, seja meu último post do ano. É lindo e bem apropriado para a época.

Prognóstico:

Sete romãs
Duas velas brancas apagadas
Sete ondas puladas
Doze caroços de uva.
Uma oração bem feita
Esparramada num pote de mel.
Durante o ano
Nada demais.
Nem a falta
Tão dolorida.
Só meu coração e eu.
Só ele
desmanchado num pedaço
Virgem de papel.

(Mariza Lourenço)
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sexta-feira, dezembro 28, 2007

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Pirilampos em noite escura...

Ontem pude presenciar um show de luzes e beleza, eram pirilampos na escuridão da noite...

Nunca duvidei da existência de Deus, mas caso houvesse duvidado, só esse espetáculo, proporcionado por insetos tão minúsculos, já me daria a certeza da Sua existência.

Estava com um grupo de amigos no Mirante, lugar onde se pode avistar toda a minha amada Beagá. Afastei-me do grupo porque queria ficar sozinha, observar as estrelas e imaginar estar mais perto de quem, no momento, ocupa meus pensamentos e um cadinho do meu coração...

A noite estava por demais escura, não se viam estrelas... já estava me sentindo frustrada quando meus olhos foram atraídos por luzinhas mil, piscando e iluminado toda aquela negritude.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, extasiada, assistindo aquele fantástico bailado de luzes, cujos bailarinos, desprovidos de encantos à luz do dia, brilhavam tanto no, até então, breu da noite...

Talvez eu seja só uma sonhadora, uma otimista nata, mas saí dali encantada e com a certeza de que vou, sempre, encontrar uma luzinha para iluminar os meus caminhos, nem que seja a de um simples e lindo pirilampo.

(este post é dedicado a uma amiga querida que, assim como os pirilampos, ignora a própria “luz”, luz que encanta e ilumina quem a rodeia).



Festa dos Pirilampos


Era em uma linda noite de lua cheia

e a menina olhava o céu pela janela

o espaço todo claro como candeia

no silêncio, ouviu chamarem por ela


Olhou, olhou, procurou... mas onde?

pois só avistava algumas estrelinhas

como a brincarem de esconde-esconde

eram os pirilampos com suas luzinhas


E naquele lindo jardim todo iluminado

com o espaço enluarado e estrelado

os pirilampos brincando com euforia


para a menina faziam uma grande festa

cantando ofereciam-lhe uma seresta

amanheceu o dia com uma doce alegria


(Sueli do Espirito Santo)


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quarta-feira, dezembro 26, 2007

quarta-feira, dezembro 26, 2007

De Ressaca e Gorda...

(imagem Utopia)


Hoje seria um dia comum, como tantos outros, não houvesse acordado gorda e de ressaca...

Não por ter me excedido na bebida e na comida, não bebi, só água tônica com limão, que adoro, e pouco comi, já que não sou de muito comer iguarias natalinas (gosto mesmo é de um bom filé com fritas)...

Acordei gorda e de ressaca mas de felicidade, por tanto carinho recebido...

Então é hora de agradecer a todos vocês que me deixaram inebriada e feliz com demonstrações de afeto e amizade. Imagens, versos, mensagens, o beijo cheio de bons desejos, as estrelas e flores que enfeitaram as minhas noites, a Poeta que me transformou em estrela no seu poema, a amiga discreta, que não se faz presente, diariamente, mas que me dedicou uma poesia onde me comparava a uma princesa, ao Poeta, anônimo, que me namorou poeticamente, em uma praia qualquer de um lugar imaginário, ao amor antigo e de sempre, que, em plena madrugada, lembrou-se de mim e quis me telefonar apenas para saber se eu estava bem, ao meu Ídolo, que além de me compor versos lindos, desceu do pedestal, onde eu mesma o coloquei, e falou comigo como se mortal fosse, no MSN, sobre paixão, desejos, ciúmes, passarinhos e até sobre baratas na cozinha(tão modesto que nem percebeu o encantamento que me tomava e roubava minhas palavras)...

Enfim, a todos os amigos que já tinha e aos novos que ganhei, que me prestigiaram, honraram e me incentivaram...

Meu carinho e obrigada, obrigada, obrigada!

Com a alma e o coração em festa, fico com a responsabilidade de tentar melhorar e fazer deste blog um lugar mais agradável para todos.

Estou completamente apaixonada por vocês e por alguém, em especial, um cadinho mais.

Beijos todos e + um tantão!
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segunda-feira, dezembro 24, 2007

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal

Imagem Utopia (um presente)


Que seu caminho seja repleto de alegria

e que a vida lhe sorria...

Que seus melhores sonhos sejam realizados

Amor, Paz, saúde e prosperidade

Feliz Natal! Seja Feliz Todos os Dias
!




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domingo, dezembro 23, 2007

domingo, dezembro 23, 2007

Soaram sinos!!!

Ele me invadiu e disse:

-Decifra-me ou te devoro!

Não me preocupei em decifrá-lo, queria ser devorada e, FUI! Literalmente...

(os sinos do Natal soaram mais cedo)

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sábado, dezembro 22, 2007

sábado, dezembro 22, 2007

O Melhor Natal!

Já estavam combinados, ele ficaria parte da noite com a mulher e os filhos, mas, logo após a meia noite, viria vê-la e então brindariam, juntos, o Natal.

Feliz, preparou a ceia com o que ele mais gostava, colocou o pró-seco para gelar, enfeitou a mesa com bolas coloridas, velas e flores...

Banhou-se em águas com pétalas de rosas, massageou o corpo com óleos perfumados, escovou cem vezes os longos cabelos...

Olhou-se no espelho e gostou do que viu, estava bonita em sua morenice, os olhos e a pele brilhavam.

Ele havia lhe pedido que seu presente fosse ela mesma, então queria caprichar na embalagem.

Vestiu-se de vermelho, cor do Natal. No vestido havia gasto toda sua gratificação natalina, mas valeria a pena, ia se dar de presente, teria que estar mais bela do que nunca. E ficou, ela mesma se achou.

Ansiosa ouviu o sino da igreja badalar as doze vezes, doze fogos explodirem... logo ele chegaria, certeza tinha.

Uma hora, uma e meia, duas horas, ela lá, sozinha, embrulhada para presente.

Chorar não iria, não na noite de Natal, logo ela que sempre adorou esta época do ano. Lembrou-se do anúncio que tinha lido no jornal e que na hora desdenhara.

Você que é uma mulher moderna não passe sua noite de Natal sozinha, temos o acompanhante perfeito para lhe desejar boas festas. Aceitamos Cartões de Crédito e prometemos sigilo absoluto.

Não teve dúvidas. Ligou e fez a “encomenda”, queria pressa na entrega, tamanha era sua urgência.

Vinte minutos depois, eis que surge o rapaz... moreno, alto, bonito e sensual...

Ceiaram, brindaram, dançaram, se amaram loucamente, ali mesmo no tapete da sala.

Doze mil sinos badalando, doze mil fogos explodindo, ela ouviu. Sua madrugada virou uma festa de luzes e cores...

Dia seguinte acordou feliz, pagou dobrado ao rapaz e teve o cuidado de reservá-lo para o dia 31, para o carnaval, para a Páscoa, para o dia dos namorados e, claro, para o próximo Natal.

Olhou a foto do outro sobre a mesinha de cabeceira, beijou-a com paixão e disse:

- Obrigada meu amor pela sua ausência, foi o melhor Natal da minha vida, você sabe como me deixar feliz!
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quinta-feira, dezembro 20, 2007

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Sol Poente

O Por do Sol, entre as montanhas, encanta-me.
 Nessa hora seus raios me iluminam toda...
 e eu sonho ser “lua Cheia” e na (sua) noite brilhar!


A luz suave, quase se apagando,
acende em mim um fogo tão ardente,
e ao pensar eu fico imaginando
o amor se (im) pondo assim tão de repente!


Ontem pôs-se o Sol, e a Lua
girou no seu oco céu.
Nunca tão breve noite, dia
vieram para mim.


Hoje pôs-se a Lua, e o Sol
logo caiu no ocaso.
Ainda mais rápidos os astros
vieram para mim.


Como serão noites, dias
do tempo de amanhã?
Um único momento imenso,
o meu futuro?


(Fiama Hasse)




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quarta-feira, dezembro 19, 2007

quarta-feira, dezembro 19, 2007

No Natal encontrei meu amor...

Meu querido Poeta/Escritor Iosif Landau, escreveu esses lindos versos, para mim, no sistema de comentários:

“você é bela

é criança eterna,

invejo sua pureza,

pro cavalinho um beijo,

pra você desejo”

Fiquei emocionada e feliz... O Poeta tem razão quando diz que sou uma eterna criança - sou mesmo, principalmente nesta época do ano. Adoro tudo que se relaciona ao Natal, as vitrines enfeitadas, o Presépio, Árvore de Natal, as músicas, a figura do Papai Noel, tudo me encanta. Sempre sou mais feliz nos dias de dezembro.

E foi exatamente em dezembro que encontrei meu amor pra sempre...

Naquela época a solidão era a minha mais constante companheira, a pior solidão possível, a solidão a dois.

Dia 22 de dezembro, Natal se aproximando e eu ainda não tinha conseguido ouvir os sinos tocando. Nada me animava tamanha era a minha desesperança.

Mas não sou de me deixar morrer em vida, resolvi encontrar alguém para amar, que colorisse a minha alma que estava cinza escura, quase preta.

Disseram-me que naquele lugar encontraria companhia e eu resolvi buscá-la e foi assim que o achei.

Quando entrei naquele salão enorme, vi vários deles, de todas as raças e, acho, de todos os credos, mas quando meus olhos encontraram aqueles olhos outros, meu coração bateu mais forte por amor e tive a certeza que sairia dali com ele nos braços..

E assim foi... trouxe-o para minha casa e desde então nunca mais me separei dele. Nove anos já se passaram, eu e ele, sempre juntos, em todos os momentos.

Ele entrou pela porta da frente trazendo alegria e felicidade ao meu coração e a maldita solidão saiu pelos fundos, levando com ela a tal da tristeza...

O nome dele Arthur Tobias, Bibinho para os íntimos, meu eterno amor, meu amigo, meu companheiro de todas as horas, meu cachorrinho querido!

O melhor presente de Natal que me dei!

(esse nome Arthur Tobias tem uma razão de ser. Arthur porque sempre quis amar alguém com esse nome, desde que li a Lenda do Rei Arthur e os Cavalheiros da Távola Redonda e Tobias pelo molequinho negro, perneta, que conheci em criança e que me fascinava pois acreditava ser o Saci-Pererê).



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segunda-feira, dezembro 17, 2007

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Meu Cavalinho de Pau

Quando criança, no início do mês de dezembro, férias escolares, meu avô reunia todos os netos e nos levava para a fazenda. Lá montávamos uma verdadeira fábrica de brinquedos, brinquedos a serem reciclados e, posteriormente, distribuídos para as crianças carentes da região.

Eu tinha uns 4 anos e naquele ano não foi diferente. Todos nós, irmãos e primos tínhamos separado os brinquedos e, cada qual, tentava “consertar", da melhor maneira possível, os a serem doados. Os adultos ajudavam, enquanto minha avó preparava guloseimas mil para animar a reunião.

Às vezes os brinquedos ficavam até mais bonitos e dava aquela dorzinha no coração desfazer deles, mas já era uma norma na minha família, antes de ganhar os novos, deveríamos presentear os antigos, a quem não os podia comprar.

Mas naquela noite... eis que surge um molequinho, Tião, o garoto mais insuportável que, nos meus 4 anos, já tinha conhecido. Um garoto feio, desdentado, nove anos aproximadamente, que adorava puxar meus cabelos, sempre que por mim passava. Chegou com cara de coitado, falando que iria passar o Natal na cidade vizinha e, portanto, gostaria de ganhar seu brinquedo antes de partir. Tião, não sei o porquê, era o xodó da minha família e meu primo Fernando, outro insuportável, rapaz já, foi em seu quarto e trouxe para presentear o moleque, um lindo cavalinho de pau presente do meu avô, quando era pequeno.

Não era um cavalinho qualquer, era o mais lindo cavalinho de pau do mundo, no tamanho certinho para que eu o pudesse montar e galopar através dos sonhos...

Nunca senti tanta inveja na minha vida, quando vi o “nojento” do Tião, sair, todo feliz, com o cavalinho dos meus desejos nos braços. Duplamente infeliz eu fiquei, pela perda do “meu” cavalinho e por estar me sentindo mesquinha, embora nem soubesse o que era isso na época, mas seja lá o que fosse, fiquei com um aperto danado no peito. Mas engoli o choro, (fiquei até com dor de garganta de engolir o tal do choro) e, envergonhada, nada disse a ninguém, escondi minha frustração e tentei levar minha vidinha, só que não conseguia mais me animar, tudo perdera a graça, nem pensar nas bonecas que ganharia de Papai Noel me fazia esquecer do meu, pois na minha cabeça era meu, cavalinho, perdido, de pau...
Uma semana se passou, os brinquedos já tinham sido distribuídos em uma grande festa, quando, naquela manhã do dia 20 de dezembro, malas já arrumadas, pois iríamos voltar para a cidade, eu na certeza que nunca mais seria feliz, meu avô me acorda e me manda ir até à varanda...

Lá chegando, não sei como meu coração não saltou pela boca, lindo, lindo, o meu cavalinho de pau, de sela novinha, me esperando...

Esfregava meus olhos sem acreditar no que via, mas era verdade, o cavalinho tinha voltado, meu avô, que muito me conhecia, percebeu o motivo da minha recente tristeza, foi atrás do molecote e conseguiu convencê-lo a trocar o brinquedo por uma bola de futebol e um carrinho movido a pilhas.

Quando montei o bichinho, certeza tive que nunca mais seria infeliz nesta vida... Foi o melhor Natal da minha infância!

Trinta anos já se passaram, guardei meu cavalinho, nunca me desfiz dele e quando tudo parece estar muito ruim para mim, olho para ele, sossego meu coração e acredito que tudo vai dar certo, tudo vai ficar bem outra fez, que nenhuma tristeza é para sempre!

Meu cavalinho de pau chama-se Esperança...
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sábado, dezembro 15, 2007

sábado, dezembro 15, 2007

Um Abraço Sonhado

Ando sonhando com teu abraço. Não um abraço amigo, fraternal, inocente, mas um abraço frontal, horizontal ou vertical, quente, sensual... envolvente.

Aroma de amêndoas doces no ar, no céu mil estrelas a brilhar... ao som da Bacarolle de Offenbach...

E já que me deu a liberdade (lembras?), confesso a verdade, de rogada não me faço, naquele único segundo, por ti mencionado, queria mesmo é te ver nos meus braços, aprisionado...

Está dado o recado, mais não posso fazer... se ainda assim não entender, podes crer, mando desenhado.

Desculpe a brincadeira, queria (-) te “postar”, sem saber como fazer, o que escrever o que falar, escolhi esta maneira, maluca mas verdadeira, para o meu encanto por você demonstrar.

(com teu abraço continuo a sonhar, não no plural e sim no singular)

Mas... se não for agora, quando?


Se não for agora, quando?

Tem hora de parar - e tem hora de partir.

Tem hora de permanecer quieto e calado num canto,
e tem hora de cantar e de voar.

Agora,
agora não é hora de dobrar as asas,
nem de calar a voz,
nem de catar gravetos para fazer o ninho.

Agora não é hora de sentir remorsos.

Não é hora de buscar consolo,
nem de caiar o túmulo.

Agora que estou na beirada,
bêbado de alegria
e pronto para o salto,
não me segure em nome de nada.

Não queira impedir-me
dizendo que é muito cedo,
ou que é muito tarde,
ou que está escuro, é perigoso, muito alto,
muito fundo, muito longe...

Não!

Se você não puder incentivar-me para o salto;
se você não puder empurrar-me
em direção à Vida,
então não me segure.

Não me prenda, nem me amarre.

Não envenene com teu medo a minha dança.

Seja só uma silenciosa testemunha desta vertigem.

Porque agora,
agora é hora de voar.

É hora de abrir-me a todas as possibilidades.
E saltar num vôo livre e sem destino
para dentro de mim mesmo.
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quinta-feira, dezembro 13, 2007

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Três Poetas

Procura-se um Poeta!

esses são tempos lentos.
não acredite que são diferentes.
a cada segundo lembro de ti,
a tua imagem esta mais longe,
não mais fraca,
ainda recordo teu perfume,
teu calor, tuas manias,
eu não preciso mais da tristeza das lembranças.
e nem fugir delas,
está tudo entrelaçado de um jeito calmo,
coisa que só o tempo e a distância podem fazer,
não acredite que esses são tempos definitivos,
esses são tempos lentos!
(Anonymous 09.12.07 - 7:09 pm )

No dia 09 de dezembro uma pessoa deixou este poema no sistema de comentários, mas não se identificou.

Não sei se foi o próprio autor ou autora quem o postou, mas gostaria muito de saber a autoria de versos tão bonitos e delicados... Se alguém souber, que me conte. Por favor.

Mas, se não sei quem é o Poeta Anônimo, conheço muito bem esses dois escritores excepcionais, aos quais muito admiro, Mariza Lourenço, que deu uma pausa na sua pausa e postou um lindo poema em seu blog, aqui, e Iosif Landau que está publicando o seu “Poema Sem Fim”, uma verdadeira pérola, a vida em versos, que não pode deixar de ser lido, aqui.

Mariza Lourenço

ainda que, um dia, me seja doloroso o amor
ama-me, como nenhum outro me amou. e há de amar.
(ainda que suas mãos nunca tenham deslizado entre
as minhas coxas,
nunca soube de outras que me fizessem tremer.
feito as dele).
foi assim: sem que me apercebesse de sua vinda
(amor, era noite ou dia?),
veio e, devagar, fez-se.
rompeu o delicado lacre do meu
baú de resistências. fez-se.
flagrou-me a alma nua e me amou.
tanto quanto é possível amar alguém que teme o amor.
(ainda que de sua língua nunca tenha sentido a textura,
nunca soube de outra língua
que me deixasse completamente úmida. feito a dele).
tem sido assim: absurdo e incoerente.
mágico e permanente.
tão constante quanto o escoar do tempo na ampulheta.
e tão certo quanto a noite engolindo o dia.
(ainda que seu corpo o meu não toque e que em sua cama
meu cheiro não frutifique,
dentro de mim, em tempo algum existirá outro gozo
que não me faça lembrar seu nome).
ainda que desconheça os calendários futuros
e que em minhas mãos todas as linhas se apaguem,
somente a esse amor destinarei o segredo
desta minha vida
viva.

Iosif Landau
Sempre

Na noite de lua cheia

nu e de pé na janela

revi no escuro a mais bela por mim amada

depois deitado naquela mesma noite

muitos amores vieram do passado

pousaram no meu coração pesado

insone clamo pelo Deus do Amor-

ensine aos jovens poetas:

escondam no secreto coração

na noite escura

na noite de lua cheia

ano após ano

sempre e sempre

a mais bela amada.

(imagem Jasha Heifeitz)


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terça-feira, dezembro 11, 2007

terça-feira, dezembro 11, 2007

Por Vingança

Pois... Se disse que não me amava, que não me merecia, que com outro mais feliz eu seria... então, por que a surpresa, esse olhar magoado de corno-macho-traído-machucado? Não era verdade? Acreditei, não foi maldade, me dei ao outro e... até gostei! O que você não mereceu, Gato comeu, sorte minha azar o teu. Próxima vez, não deixe que a boca diga o que sabe a razão mas que não sente o coração, também... um anjo que por perto passar pode escutar e dizer amém! Lição aprendida desde criança e se tudo quis te revelar, não é por estar arrependida, pra você me perdoar, foi por pura vingança... Pode acreditar!
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domingo, dezembro 09, 2007

domingo, dezembro 09, 2007

Fora de Cena

Foi triste e doído ela ali na coxia, todo o tempo, enquanto outra, no palco, desempenhava o papel que ontem fora seu... até as flores ofertadas, ao final do ato, as mesmas que antes lhe eram oferecidas...

A ela coube um rolo de fita crepe, como se seu coração, fragmentado, assim pudesse ser restaurado.

Fim de Cena
Vássia Silveira

Quando as luzes apagarem-se
e eu ficar a sós,
dividirei com a dor
do instante a silenciosa
lágrima que teimou
em não ser vista.

E rasgarei, até o último fio,
as vestes que encobriram
meu fracasso – empilhando,
como peças de dominó,
sonho após sonho.

Quando as luzes apagarem-se
e eu ficar a sós,
acenderei o cigarro, quebrarei
os copos e andarei nua,
sob a tempestade.

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sábado, dezembro 08, 2007

sábado, dezembro 08, 2007

Um Tipo Inventado

Ele invadiu sua vida como um furacão, quando ela andava com o coração sossegado... Falava manso, olhar doce, recitava-lhe poemas e a chamava de “minha rainha”. Sabia um pouco sobre tudo e muito sobre quase nada, mas o bastante para encantar a moça. Dizia ter fogo nas veias e que para ela seria o maior amante do mundo. Prometeu-lhe o Nirvana... Se aceitasse ser sua, ela veria todas as estrelas como se no céu estivesse... prazer maior em outros braços nunca conheceria, pois ele a amava como a nenhuma outra amou... Almas gêmeas eram, certeza ele dizia ter.

Ela acreditou, quis acreditar... se apaixonou e a ele se entregou perdidamente, sem nenhum pudor ou receio, encontrara seu homem, seu amor, sua felicidade.

Pouco tempo depois, lá estava o maior amante do mundo nu, como o rei das histórias infantis... e, pela primeira vez, ela o viu com seus próprios olhos, ele não era nada do que dizia ser, era apenas um pobre diabo sem escrúpulos, um vampiro de ilusões, cujo passatempo preferido era seduzir as moças, por aí. Um farsante!

Estranhamente, a primeira imagem que lhe passou pela cabeça foi a de um pastel, um pastel ordinário, desses de feira, dourado, de aparência deliciosa, mas que à primeira mordida a massa se esfarela e percebe-se que está vazio, sem nenhum recheio... ela, mais uma vítima do vagabundo metido a nobre e, sem ter a quem recorrer, já que ninguém lhe devolveria os sonhos perdidos.

E foi assim que tudo se passou...

Ou poderia ter se passado, se fato fosse, mas é pura ficção, o tal ”nobre vampiro sedutor” foi inventado, pois, afinal, no mundo virtual, tudo pode parecer verdade, basta ter imaginação... apenas isso, nada mais, além disso...

Portanto, não sofra por alguém que nunca existiu, que só foi real no seu coração!

Não queime velas e nem derrame lágrimas por tão mau defunto!

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quinta-feira, dezembro 06, 2007

quinta-feira, dezembro 06, 2007

O Velho Judeu

Szoel, seu nome... Cabelos brancos revoltos, barba longa, magro, trazia nas costas arqueadas o peso de mil vidas vividas e nos olhos azuis, embaçados pela catarata, a melancolia e a dor de mil vidas sofridas.

A principio me olhou com certa desconfiança, talvez pelo meu sobrenome. Expliquei que não nasci com ele, que me foi emprestado e que em breve não mais o usaria. Contei-lhe de minhas origens, sobre meus antepassados, cristãos novos, que procuraram abrigo por estas terras na época da inquisição.

A partir daí, ficamos amigos. Pouco falava de si, mas uma única vez me contou do gueto de Varsóvia, de como ele e toda sua família foram levados para Auschwitz e como apenas ele se salvou, por ser pianista e animar as festas dos oficiais nazistas. Sentia-se culpado por isso.

Um pianista, isso explicava seus longos e belos dedos... Queria lhe presentear com um piano, mas como não foi possível, dei-lhe o meu teclado e ele tocava, para mim, várias vezes, entre outras, o Noturno no2 Opus 9, de Chopin, minha música predileta.

Às vezes se confundia e me chamava de Anita, mas nunca me disse quem foi Anita, se esposa, namorada, filha, mãe.

Sobre seu povo, sua leis, seus costumes, seus símbolos, falava muito. Contou-me sobre a Torá, o Livro Sagrado dos Judeus, sobre o Talmud, um compêndio da lei e comentários sobre a Torá. Sobre a Estrela de David, sobre o Memorá, candelabro com sete braços, símbolo sagrado do judaísmo, sobre a comemoração do Chanucá, quando em todo lar judaico acendem-se velas para relembrar os milagres ocorridos na antiga Israel, há cerca de 2.200 anos. (O chanucá é interpretado hoje em dia como um símbolo da sobrevivência do povo judeu).
Sobre o Yom Kipur, o dia do perdão, considerado o dia mais sagrado do calendário judaico... muito mais me contou.

Com Ele tudo aprendi sobre o povo judeu.

Nessa última noite, as 21:30h, meu amigo, cansado de esperar pela vinda do Yeshua Hamashiach, o Messias, partiu ao encontro Dele.

Tanto me ensinou, mas não me ensinou o que dizer numa hora destas de dor líquida e já de saudade.

Szoel, meu velho judeu, querido amigo, creio, firmemente, na ressurreição e na vida eterna, que a morte é apenas o momento em que o Criador recria sua criatura na comunhão plena com Ele, no Amor!

A Casa do Pai tem muitas moradas, que você tenha encontrado, enfim, a sua Terra Prometida.
Te amei, Te amo

Shalom!

Holocausto
Iosif Landau

Queria voltar à Palestina antiga
mesmo com o meu povo escravizado,
retornar, retornar à antiga lenda
da Terra do mel e flores,
o Fantasma não desaparece, reaparece
coroado com crânios descarnados,
não esqueçam, não esqueçam
a nunca imaginada carnificina,
não esqueçam!
gritam milhões de esqueletos
enfileirados na poça de sangue.
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terça-feira, dezembro 04, 2007

terça-feira, dezembro 04, 2007

Uma História de Amor

Todos os grandes amores conhecidos, aqueles tidos como “por toda vida” eram amores impossíveis, complicados, onde os amantes eram impedidos de se encontrarem com freqüência, o que comprova a minha teoria que o estar junto sempre, a rotina, é o carrasco do amor.

Abelardo e Heloísa

Pedro Abelardo era filosófo, teólogo e professor. Aos trinta e sete anos conhece a jovem Heloísa, de apenas 17 anos, e por ela se apaixona.

Heloisa morava com seu tio e tutor, o cônego Fulbert de Notre Dame e Abelardo, para se aproximar dela, tornou-se amigo de Fulbert, que logo o aceitou como o mais novo professor de sua sobrinha, hospedando-o em sua casa, em troca das aulas noturnas que ele lhe daria.

Em pouco tempo essas aulas passaram a ser ansiosamente aguardadas e, sem demora, contando com a confiança de Fulbert, passaram a ficar a sós. Fulbert ia dormir e a criada retirava-se discretamente para o quarto ao lado. Abelardo é bem franco nessa passagem de sua vida:
"Que mais teria a acrescentar? Um mesmo teto nos reuniu, depois um mesmo coração. Sob o pretexto de estudar, nos entregamos inteiramente ao amor. (...) trocávamos mais beijos do que proposições sábias. (...) Os livros estavam abertos diante de nós, mas nossas palavras referiam-se mais ao amor que às letras; os beijos eram mais numerosos do que as explicações dos textos”.

Em alguns meses, conheciam-se muito bem, e só tinham paz quando estavam juntos, os dois se amavam apaixonadamente.

Mas, Abelardo acabou por não aguentar as noites de amor e os trabalhos de uma dura vida diária. A inspiração desaparecia, os seus cursos tornavam-se menos interessantes. Depressa toda a cidade ficou ao corrente do romance e quando, por sua vez, Fulbert compreendeu o que se passava, expulsou Abelardo da sua casa.

No entanto isso não foi suficiente para separá-los. Heloísa preparou poções para o seu tio dormir e, com a ajuda da sua criada, Abelardo foi conduzido ao porão, local que passou a ser o ponto de encontro dos dois.

Uma noite, porém, alertado por outra criada, Fulbert acabou por descobri-los. Heloísa foi espancada, e a casa passou a ser cuidadosamente vigiada. Mesmo assim o amor de Abelardo e Heloísa não diminuiu, e eles passaram a se encontrar, para satisfazer os seus desejos, onde pudessem, em sacristias, confessionários e catedrais, os únicos lugares que Heloísa podia frequentar sem acompanhantes a seu lado.

Heloísa acabou engravidando e para evitar escândalo, Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, situada no interior da França. Ali, Abelardo deixou Heloísa aos cuidados de sua irmã e voltou a Paris, mas não aguentou a solidão que sentia, longe de sua amada, e resolveu falar com Fulbert, para pedir seu perdão e a mão de Heloísa em casamento.
Surpreendentemente, Fulbert o perdoou e concordou com o casamento.
Ao receber as boas novas, Heloísa, deixando a criança com a irmã de Abelardo, voltou a Paris e casaram-se no meio da noite, às pressas, numa pequena ala da Catedral de Notre Dame, sem nem trocar alianças ou um beijo, de modo a que ninguém desconfiasse.
O sigilo do casamento não durou muito, e logo começaram a zombar de Heloísa e da educação que Fulbert dera a ela. Ofendido, Fulbert resolveu dar um fim àquilo tudo. Contratou dois carrascos para invadirem o quarto de Abelardo durante a noite e castrá-lo.

Após o fato de sua castração, coberto de vergonha pelo que lhe havia acontecido, Abelardo entra para a vida monástica no convento dos monges Saint Denis e pressiona Heloísa a também entrar em um convento e assumir o véu monástico. Ela é levada por ele ao mosteiro Argentil e assume a vida no mosteiro em respeito e por amor a Abelardo.

Para tentar amenizar a dor que sentiam pela falta um do outro, ambos passaram a dedicar-se exclusivamente ao trabalho. Abelardo construiu uma escola-mosteiro ao lado da escola-convento de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam nunca. Apenas trocavam cartas apaixonadas.

O amor de Heloísa permaneceu tão ardente como antes, escrevendo-lhe numerosas cartas cheias de paixão.

“Eu, porém, Deus o sabe, sempre temi mais ofender a ti do que, a Deus. É a ti que quero agradar não a Deus. Foi tua ordem que me fez monja, não o amor de Deus.”

Esta expressão encontrada em uma carta dirigida a Abelardo exemplifica claramente a veneração que ela tinha por ele, que a levou a blasfemar contra Deus.

“Caso não fosse sacrilégio, gostaria de gritar para todo o mundo: ó Deus cruel, cruel em tudo! Ó insensível misericórdia! Ó destino desalmado! (...) Não encontro em mim as forças para um arrependimento verdadeiro, com que me pudesse reconciliar com Deus. Devo antes acusá-lo da mais alta crueldade por causa daquele injusto castigo. Murmuro contra sua vontade e provoco sua ira em razão da minha rebeldia, ao invés de aplacá-la por meio de penitencia sincera.”

Heloísa realmente amou Abelardo de forma profunda, não foi apenas paixão ou atração. Ele, após ter sofrido o infortúnio, esfriou interiormente e veio à se tornar uma pessoa amargurada, embora continuasse a amá-la.

Abelardo morreu aos sessenta e três anos de idade em 20 de abril de 1142. Heloísa ergueu um grande sepulcro em sua homenagem, e faleceu 20 anos depois, sendo, por iniciativa de suas alunas, sepultada ao lado dele.

Consta que, ao abrirem a sepultura de Abelardo, para ali depositarem Heloísa, encontraram seu corpo ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando a chegada da amada.

Sepultura de Abelardo e Heloisa no Cemitério Père Lachaise em Paris

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domingo, dezembro 02, 2007

domingo, dezembro 02, 2007

Lei de Murphy para Mulheres


Sabem aqueles dias que tudo dá errado? Pois é, esse meu último sábado foi assim...

Tinha programado uma ida ao clube, o despertador não funcionou, perdi a hora, acordei já passava do meio dia.

Liguei o computador, estava sem navegação ou baixa conectividade. Telefonei para assistência técnica do Vírtua, uma eternidade para que resolvessem meu problema, isso depois de digitar inúmeras vezes meu código de assinante, até que a ligação fosse atendida por um técnico e não por uma secretária eletrônica.

Resolvi fazer café, o pó tinha acabado e a empregada, que estava de folga, tinha se esquecido de comprar ou me avisar.

Escorreguei no chuveiro, bati a cabeça... e, foram acontecendo várias outras coisas erradas ao decorrer do dia, tarde, noite...

Enfim, nada deu certo nesse sábado. Sem contar que não recebi o email, prometido por alguém que resolveu brincar carnaval, fora de época, e por lá deve ter se perdido em braços outros que não os meus.

Eu que sou meio Polyanna, faço o jogo do contente e acredito que, ao final, tudo vai dar certo, hoje e apenas hoje, estou mais propensa a acreditar na Lei de Murphy, que diz: “Se houver alguma possibilidade de algo dar errado, pode ter certeza de que vai dar errado”.

Mas o que importa é não perder a alegria e, para descontrair, a Lei de Murphy só para mulheres à procura de parceiro.

* Homens solteiro legais são feios.

* Homens solteiros bonitos não são legais.

* Homens solteiros bonitos e legais são gays.

* Homens solteiros não tão bonitos, mas legais, não têm dinheiro.

* Homens solteiros não tão bonitos, mas legais e com dinheiro, acham
que estamos atrás do dinheiro.

* Homens solteiros bonitos e sem dinheiro estão de olho no nosso dinheiro.

* Homens solteiros bonitos, não tão legais e heteros não acham que somos bonitas o bastante.

* Homens solteiros, que são razoavelmente bonitos, razoavelmente legais e têm algum dinheiro, são tímidos e nunca tomam a iniciativa.

* Homens solteiros que nunca tomam a iniciativa, perdem o interesse, automaticamente, quando nós tomamos a iniciativa.

*E, finalmente, homens que sempre nos acham bonitas, que tomam a iniciativa, que são razoavelmente legais, sedutores e heteros, já são casados e querem curtir uma aventura sexual, apenas.

(recebido por email e adaptado, desconheço a autoria)
*********

Mas, sempre tem um mas... Eu sei de um homem solteiro, sedutor, romântico, fala de liberdade, flores e estrelas, ligeiramente grisalho, 1,80m de pura poesia, olhos cor de mel e que se deixa tocar como se fosse música... deliciosamente! Parece mentira, mas não é, pura verdade!

Mais não digo...


Bom domingo a todos!

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sexta-feira, novembro 30, 2007

sexta-feira, novembro 30, 2007

Tu te tornas eternamente responsável...


“Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas”

Que Saint Exupéry me perdoe, mas detesto esta máxima, citação, seja lá que nome tenha, dita pela Raposa ao Pequeno Príncipe.

Bem, mas por que estou escrevendo isso? Porque meu espírito está desassossegado, justamente porque alguém, se dizendo apaixonado por mim, me citou esta frase. A essa pessoa ofereci amizade, nada mais, além disso.

Mas mesmo assim, se sentiu no direito de me fazer cobranças e chantagem, condicionando a sua suposta felicidade à minha decisão de aceitá-lo, ou não, e falando que eu seria culpada pelo que lhe acontecesse doravante.

Então eu pergunto: sou culpada por quê? Por ser amada e não corresponder? Mas se não cultivei tal sentimento, se não menti, não iludi, se nada prometi, qual é a minha culpa?

Qual é a minha responsabilidade por esse amor que não pedi e nunca quis?

Quem souber que me responda...

(Que raiva estou sentindo dessa raposa e de quem a fez falar!)


* * * * * * *



Hoje amanheci triste pela despedida da minha querida amiga Gloria do blog Mariquinha Maricota, pessoa que muito estimo e admiro. Glória, em sua última postagem alega que tomou essa decisão após ler o texto que postei aqui em 28/11. Foi pela insistência dela e da Mineira do blog Matutando, que comecei a blogar. O “Ressaca” foi um presente das duas. Estou me sentindo culpada por essa decisão.
Perdão amiga, nunca imaginei que um simples relato, sem nenhuma pretensão, pudesse motivar esse seu afastamento. Repense, descanse um pouco e volte logo ao nosso convívio. Não deixe esse peso sobre as minhas costas, por favor!

Se triste por um lado, muito feliz por outro, acabei de receber, pelo correio, quatro livros que me foram enviados pelo próprio Autor.

Meu querido Escritor, Iosif Landau, foi o melhor presente que ganhei este ano..

Não sei como expressar minha gratidão por todo esse carinho. Obrigada, Obrigada, obrigada.

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quarta-feira, novembro 28, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

Só uma prosa...


Hoje, por algum tempo, estive privada da minha liberdade de ir e vir. Fui submetida a um procedimento médico e tive que permanecer internada por eternas 8 horas. Coisa pouca, mas como sou muito agitada, uma tortura.

Se, fisicamente, estava impossibilitada de sair dali, daria um jeito de escapulir pelo pensamento...

Poderia recordar o passado, mas a idéia não me agradou, afinal passado é só isso: passado, já foi... planejar os próximos dias, também não, pois gosto de deixar a vida me levar... melhor mesmo seria imaginar o “meu amor”, o amor que ainda não sei o nome, o cheiro, o gosto, mas que deve estar me esperando em algum lugar do planeta .

E lá estava eu, perdida em meus pensamentos, com o coração totalmente distraído, quando fui abruptamente trazida de volta àquela realidade branca, pela voz que vinha do leito ao lado.

- Podemos conversar?

Minha vontade era dizer: – não podemos. Porém, ainda não aprendi a dizer “NÃO”, coloquei meu melhor sorriso no rosto e disse: - Será um prazer - foi o que bastou para que minha alma ficasse cinzenta, de vez...

A mulher começou a falar e a se lamentar; reclamou do marido que a traia, dos filhos que não a obedeciam, da faxineira que não fazia seu serviço direito, do chefe que não reconhecia seu esforço e competência, das amigas falsas, das colegas invejosas, do tempo abafado, da hipertensão, dos quilos a mais, da celulite, das estrias, dos calores da menopausa, da falta de dinheiro... reclamou de tudo e de todos, nada na sua vida era como deveria ser e com a frase final: - Deus decidiu assim -, felizmente, adormeceu...

Eu fiquei acordada e muito incomodada, sem atinar a razão, até que percebi que aquela mulher era o avesso do meu avesso. Jovem ainda na aparência, uns 50 anos, mas com uma desilusão milenar, de quem tudo já viveu e só colecionou cansaço, nenhuma sabedoria, e desistiu de ser feliz...

Ela continuava dormindo sem imaginar como havia me afetado, pois se tem algo que me entristece e apavora é esse sentimento de derrota, ser vencida pela vida, pelo tempo, pela idade, pelas dores, pelos sonhos não realizados.

Essa mulher causou-me compaixão e aversão. É o que não sou, nunca fui, e, certeza, nunca serei. Esse conformismo, esse sentimento de derrota, não me cabe.

E mesmo que eu tropece muitas vezes, que caia outras tantas, que sofra, que chore, tenho fé que nunca vou perder a minha capacidade de lutar, de sonhar, de amar, de acreditar na vida, nas pessoas e na felicidade. É só o que quero e preciso, hoje e sempre. É o que me basta!

MILAGRE



É tempo de arranhar

fundos de tachos

de cavar água em pedra

de procurar sementes,

porque estamos vivos.

É tempo de dissecar

as dores maiores

até transformá-las em bálsamo,

porque estamos vivos.

É tempo de acreditar

no pouco que sobrou

sob os escombros.

É lá que sempre se esconde

a fênix, o escaravelho,

delicadezas de libélula.

É tempo de enxergar, ainda,

na palma de cada mão

um milagrinho diário.

É para isso que estamos vivos.


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segunda-feira, novembro 26, 2007

segunda-feira, novembro 26, 2007

Leonardo da Vinci Um Contador de Histórias.

A Liberdade é o Bem Supremo da Existência
(Leonardo da Vinci)


Todos conhecem Leonardo da Vinci como um pintor extraordinário, um escultor dos mais habilidosos e como cientista louco, visionário e genial.

Mas, o que poucos sabem é que Leonardo da Vinci era um argumentador fascinante, um polido conversador e um contador de histórias mágico e fantástico...

Fazia calar os cientistas; argumentando sobre filosofia, convencia os filósofos; inventando fábulas e lendas, conquistava os favores e a admiração das cortes.

Em qualquer lugar, Leonardo era o centro das atenções e jamais decepcionava seu auditório porque tinha sempre alguma história nova para contar. Se vivesse hoje, os críticos de plantão diriam que ele possuía uma reserva inesgotável de “historietas”, pois vivemos no século das máquinas e não no das artes.
Durante a Renascença as “historietas” eram ditos espirituosos, fábulas e apólogos de bom gosto literário e conteúdo moral.

Da Vinci tinha o hábito de tomar notas em seus livros de bolso que mais tarde, reunidos, formaram os famosos códices. Fazia suas anotações de forma sucinta, com sua misteriosa escrita inversa, que ia da direita para a esquerda.

O único personagem constante de suas fábulas e lendas é a natureza: a água, o ar, o fogo, a pedra, as plantas e os animais têm vida, pensamento e palavras. O homem, pelo contrário, aparece como instrumento inconsciente do destino, e sua ação, cega e implacável, destrói vencidos e vencedores.

“O homem é o destruidor de todas as coisas criadas”, escreveu Leonardo no Livro das Profecias; e, nunca, na longa história de nosso planeta, uma asserção foi mais verdadeira e tão tragicamente atual.

Todas as fábulas e lendas de Leonardo têm um objetivo e uma finalidade moral, mas, lamentavelmente, poucos historiadores lembram-se de Leonardo narrador.

Passados quase cinco séculos e, de todas as fábulas que circularam nas cortes e nas praças da Itália e da França, restam apenas alguns contos populares toscanos, lombardos e franceses e as lacônicas anotações dos códices de Leonardo: o Códice Atlântico, que contém a maiorias das fábulas, e o Códice H, com maior número de lendas.

Porém, nosso século, que vê finalmente o homem voar como os pássaros e emigrar para outros planetas, permanece ainda sendo o da redescoberta de Leonardo da Vinci. As máquinas de nossa civilização, desde a bicicleta até o avião e o submarino, nasceram da fantasia e dos cálculos daquele gênio solitário.

Somos nós, portanto, seus verdadeiros contemporâneos... Aquelas “loucuras” são nossas conquistas científicas; aqueles “rabiscos” são objetos que na atualidade fazem parte do uso cotidiano e até suas palavras tornaram-se atuais.

O Pintassilgo
Leonardo da Vinci
(Lendas H.63v.)

Ao voltar para o ninho, trazendo no bico uma minhoca, o pintassilgo não encontrou seus filhotes. Alguém os havia levado embora durante sua ausência.

Começou a procurá-los por toda a parte, chorando e gritando. A floresta inteira ecoava seus gritos, mas ninguém respondia.

Dia e noite, sem comer nem dormir, o pintassilgo procurou seus fihotes, examinando todas as árvores e olhando dentro de todos os ninhos.

Certo dia um pássaro lhe disse:
- Acho que vi seus filhotes na casa do fazendeiro.

O pintassilgo voou, cheio de esperança, e logo chegou à casa do fazendeiro. Pousou no telhado, mas lá não havia ninguém. Voou para o pátio – ninguém.

Então, levantando a cabeça, viu uma gaiola pendurada do lado de fora de uma janela. Os filhotes estavam presos lá dentro.

Ao verem a mãe subindo pela grade da gaiola, os filhotes começaram a piar, suplicando-lhe que os libertasse. O pintassilgo tentou quebrar as grades com o bico e com as patas, mas foi em vão.

Em seguida, com um grito de grande tristeza, voou novamente para a floresta.

No dia seguinte o pintassilgo voltou para junto da gaiola dentro da qual seus filhotes estavam presos. Fitou-os longamente, com o coração carregado de tristeza. Em seguida alimentou-os um a um, através das grades, pela última vez.

Levara-lhes uma erva venenosa e os passarinhos morreram.

- Antes a morte, disse o pintassilgo, - do que perder a liberdade.

(Fonte: Leonardo da Vinci- Fábulas e Lendas- Bruno Nardini-1972)

Entre várias fábulas e lendas de Leonardo da Vinci escolhi a do Pintassilgo por dois motivos:

Por ser mineira e ter o sangue dos inconfidentes correndo em minhas veias, a Liberdade, para mim, assim como para Da Vinci, é o Bem supremo da existência. Não abro mão da minha liberdade de pensar o que quiser, de escrever o que bem entender e de escolher o que for melhor para a minha vida, inclusive, amores e amigos...

E, em resposta ao post do inspiradíssimo Poeta/Escritor Edson Marques, no dia 20.11.07, no seu blog MUDE, acessem e leiam, certeza que vão gostar muito.

Tenham todos uma ótima semana de liberdade plena de pensamento, expressão e atos.


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sábado, novembro 24, 2007

sábado, novembro 24, 2007

Meu Tipo Inesquecível

Quando eu era criança gostava de ler na revista Seleções do Reader's Digest uma seção denominada “Meu Tipo Inesquecível”, onde pessoas falavam sobre outras pessoas que marcaram a sua existência. Desde então, em cada fase da minha vida, por onde andei, sempre gostei de escolher alguém a quem eu poderia assim denominar.

No mundo virtual encontrei várias pessoas interessantes, que me serviram de exemplo, que me ajudaram com a sua amizade, que me fizeram sonhar, que encantaram os meus dias e as minhas noites...

Mas escolhi uma dessas pessoas para ser o “Meu Tipo Inesquecível”: Iosif Landau... Um homem fascinante, que muito admiro.

Com o Iosif, não foi um caso de paixão à primeira palavra como costumo me referir aos outros Escritores/Poetas, que adoro, foi um caso de amor construído aos poucos.

Quando comecei a ler suas crônicas, seus contos, suas prosas, seus poemas, impressionou-me a forma como escreve, como desperta os sentimentos do seu leitor. Suas narrativas, seus diálogos, são tão vibrantes que chego a sentí-los na pele. Suas palavras são a própria vida, não consigo ler o Iosif e continuar impassível, como se nada houvesse me acontecido. Certa vez, ele narrou uma cena de estupro com tanto realismo que me senti estuprada, aviltada, dolorida até e, então, briguei com o Iosif. Vi nele o meu agressor e me despedi... Mas, na verdade, despedida essa só da boca para fora, pois já estava viciada em seus escritos. Madrugadas, várias, todas as emoções vivi na companhia deste homem: fiz sexo com e sem amor, fui prostituta, fui amada, enganada, infiel, drogada, moça pura, ri, chorei, sofri, conheci as zonas do baixo meretrício do Rio de Janeiro, galerias de artes, espetáculos teatrais, salas de cinemas, artistas, ouvi músicas clássicas e populares e ainda dancei um lindo e “caliente” tango com Ele, entre outras mil aventuras.

Escritor de muito talento, autor de vários livros publicados, Iosif fala sobre a vida com realismo, mas também com lirismo. Ficcionista da melhor qualidade, excelente cronista, poeta dos mais inspirados, homem de muita cultura que escreve sobre qualquer assunto com competência e maestria, este é Iosif Landau, Meu Tipo Inesquecível.

Iosif Landau, uma viagem.
( Por Mariza Lourenço)

ler Iosif Landau é empreender viagem. uma verdadeira aventura em direção a um universo essencialmente masculino, com a ressalva, naturalmente, de não se encontrar em suas crônicas e contos qualquer resquício do ranço machista que pulula entre tantos que, a despeito da docilidade das letras, ainda guardam uma distância respeitosamente hipócrita da mulher.

Iosif é o que é e choca, sem fazer o mínimo esforço, e aí, talvez, resida seu grande e melhor encantamento. o maior 'barato' desse jovem escritor de 83 anos é usar toda a sua vivência a serviço dos olhos de quem ainda não viveu tanto. lê-lo é passear por vielas escuras, becos escondidos, janelas mal iluminadas, corpos suados de putas, corpos trêmulos de mulheres elegantes.

Iosif é o que é, oferece-nos, com muita graça e ironia, passagem para um universo que, inconfessadamente, desejamos conhecer e penetrar, mas que, por excesso de pudor (eu escrevi pudor?), tantas vezes deixamos escapar para longe dos olhos. existe algo de hipnótico em sua linguagem. existe algo de ameaçadoramente convidativo. a linguagem de Iosif assusta, e nisso se assemelha a Bukowski, o velho safado. porque é real demais para ser ignorado. porque muitas vezes machuca, arranha e faz doer. e é por isso que o considero um grande escritor. porque assombra meus olhos e surpreende minha alma, fazendo-a viajar.

Iosif Landau é o que é, um escritor nascido na Romênia, mas em cujo peito bate mesmo é copacabana.

Dois Poemas de Iosif Landau

Fujam

Noite,
por que não silencia?
cães, carros, loucos, uivos, berros
desespero ímpar,
Noite,
me leva ao país da eterna adolescência
traga mensagens dos que me amam
quero espaço reservado na Nova Ordem
que apareçam os salvadores da alma
preciso de auxílio para a Travessia
serei bem sucedido?
Chuva açoita janelas
vento arranca telhas
geladeira estremece, vibra
a Travessia será silenciosa?
Êxtase, encantamento
vamos sorrir! conseguem?
Agarrem a mão de suas amadas
e fujam
Noite,
estou triste, tão triste!

Nossa Terra

E se o combatente
em vez de guerrear
fizer amor com sua mulher
e uma criança nascer
em vez de outra morrer
e neste verão você querida
eu e os outros também
continuaremos vivos
e se ouvirmos a risada
da mãe ao amamentar
então, o coração de nossa Terra
bate cheio de Vida.
Iosif por ele mesmo
Nasci de uma família judia e burguesa em Bucareste, o país considerado o mais anti-semita da Europa, em 30 de abril de 1924. O dinheiro (éramos ricos) facilitou muito minha vida, muito conforto, muita alienação. Cursei o ginásio na Romênia, até completar catorze anos. Continuei os estudos na Inglaterra. Na eclosão da guerra de 39 permaneci lá e o restante da família — pai, mãe, irmã (a artista plástica Myra Landau) — voltou para Bucareste. Em dezembro de 1940 vim para o Brasil, onde a minha família já residia. Completei o ginásio no Rio, estudei engenharia, graduei-me em 1949, casei-me em 1950. Tenho quatro filhos (três homens e uma mulher) e oito netos. Trabalhei durante mais de quarenta anos na profissão e sinto orgulho de ter contribuído para o desenvolvimento do Brasil, construindo rodovias, ferrovias, hidrelétricas e na eletrificação. A vida nômade permitiu-me conhecer muito bem o país e sua gente. Aposentei-me do trabalho em 1992. A educação que me foi dada desde a infância viciou-me na cultura, literatura, música, pintura. Sou também apaixonado pelo cinema”

No prefácio de seu livro ”Memória Tumultuada”, ele nos conta:

“Não revisei o que escrevi, não mudei uma palavra, uma frase, um pensamento, se me repeti e abusei da paciência dos meus leitores, peço desculpas, mas esse livro é o que eu sou, impulsivo, amoroso, confuso, passional, arrependido, rancoroso e sentimental, crente e descrente, cínico, irônico, violento e tímido, corajoso e covarde, impiedoso, irreverente... Julguem-me, mas não me condenem. Cogito ergo sun."

Livros Publicados:
Comissário Alfredo (Editora Record) — foi editado em 1995. Os Anjos Também Morrem (romance policial, Editora Altos da Glória, 1997); Encontro em Salvador (romance, Papel & Virtual Editora, 1998); Eles, Eu, Outros (poesia, Papel & Virtual Editora, 1999); Minha Doce Empreiteira (romance policial, Papel & Virtual Editora, 2000); Tudo por Nada (romance, Papel & Virtual Editora, 2001); Confissões (poesia, Papel & Virtual Editora, 2001); Preto & Branco (poesia, Papel & Virtual Editora, 2002); Memória Tumultuada (memórias, Papel & Virtual Editora, 2002); Eu Vi (poesia, Papel & Virtual Editora, 2003); Abelardo e Outros Contos (contos, Papel & Virtual Editora, 2004); Eu, Investigador (romance policial, Papel & Virtual Editora, 2004) e O Diabo Vestia Seda (romance policial, Publit Editora, 2006).
E ainda foi publicado na antologia Crime Feito em Casa — Contos Policiais Brasileiros (org. Flávio Moreira da Costa, Editora Record).

Leiam mais Iosif Landau no seu SITE e no seu BLOG
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quinta-feira, novembro 22, 2007

quinta-feira, novembro 22, 2007

Van Gogh o Poeta das Cores

“Experimento uma terrível clareza em momentos em que a natureza é tão linda.Perco a consciência de mim mesmo e os quadros vêm como em sonho"
(Van Gogh)


Não sou uma conhecedora de ténicas de pintura, mas como uma admiradora das artes, deixo-me levar pela beleza e pela grandiosidade de Vincent Van Gogh e concluo que nada mais interessa a não ser a cor, a forma, o movimento, a complexidade da simplicidade exposta em suas telas... Van Gogh desperta em mim uma“falsa” paz, uma paz que ele nunca teve. Mas, talvez, por acreditar que quando pintava seus quadros encontrava seus únicos momentos de paz, eu também a sinta...

Vincent Willen Van Gogh nasceu na Holanda no dia 30 de março de 1853. Era o primeiro dos seis filhos de Theodorus Van Gogh e Anna Cornelia Carbentus. O pai era um pregador protestante. Aprendeu francês, inglês e alemão. Em 1868, porém, deixou os estudos. Trabalhou com um tio em Haia (Holanda), numa das lojas da Goupil and Co., que negociava obras de arte, mas não se adaptou. Com 24 anos de idade, decidiu que sua vocação era a evangelização. Chegou a estudar Teologia em Amsterdã. Logo, porém, abandonou o curso e foi trabalhar como pregador leigo nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica. Lá distribuiu todos os seus bens entre os pobres, viveu em barracos e lutou para melhorar as condições de vida dos mineiros. Mas suas preocupações sociais não foram bem recebidas por seus superiores, que suspenderam seu salário, fato que o levou a decidir-se pela vida artística.

Noite Estrelada

Trata-se de uma das obras mais conhecidas do artista. A crítica tem especulado bastante à respeito de seu significado religioso. O minúsculo povoado contrasta com a imensidão de um céu turbulento e a silhueta do cipreste seria um sinal da morte.

Quando resolve pintar, é ajudado pelo seu irmão Theodore. Com o dinheiro que recebe dele, Van Gogh estuda anatomia e perspectiva. Decide-se por pintar a sua terra e os homens simples. Não deseja fazer uma pintura clássica, pintar "gente que não trabalha". E diz:

"Eu não quero pintar quadros, quero pintar a vida".

Em 1885/86, van Gogh está em Antuérpia, onde ele se apaixona definitivamente pela cor: Excepcional artista, foi buscar na natureza o colorido, as formas revoltas, as árvores farfalhantes, as casas solitárias, os rostos sofridos, os corpos alquebrados, os céus estrelados, o amarelo dos girassóis e dos trigais, tudo com um brilho muito exagerado para ter mais expressão.

"Procuro com o vermelho e o verde exprimir as mais terríveis paixões humanas. Quero pintar o retrato das pessoas como eu as sinto e não como eu as vejo”

Em 1888 ( em Arles ) pinta ao ar livre. Quando chega o verão e o sol, van Gogh liberta as cores:

"Eu quero a luz que vem de dentro, quero que as cores representem as emoções".

A seu convite, Gauguin chega em Outubro, para trabalharem juntos. Seguem-se dois meses de trabalho duro e fértil para ambos. Mas a diferença de temperamento e de atitude diante da vida acaba explodindo numa inevitável desavença. Van Gogh tem crises de humor, discute, agride o amigo, sofre de mania de perseguição e numa das crises tenta ferir Gauguin com uma navalha. Arrependido, corta, de propósito, um pedaço da orelha e manda num envelope à mulher que motivou a briga. Recolhido ao hospital Saint-Paul para doentes nervosos, mais tarde pinta, diante do espelho , o Auto-Retrato com a orelha cortada. Seu olhar é de espanto, mágoa e melancolia.

Auto Retrato

Em maio de 1889 ele mesmo pede ao irmão que o interne. Vai ao hospital de Saint-Rémy. Seu quarto do hospital é transformado em atelier e lá pinta paisagens, o hospital, os doentes, as celas, o pátio e os médicos.

Jardim do Asilo de Loucos em Saint-Rémi

Durante a sua estadia no retiro de S.Rémy, Van Gogh segue assumindo a realidade que o rodeia como referência de trabalho.A crítica reinterpretou este caminho entre os pinheiros ao entardecer como uma recriação da Paixão de Cristo na horta de Getsemani.

Ainda no mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Porém a situação depressiva não regrediu.

No dia 27 de julho de 1890 sai para o campo de trigo com um revólver na mão. É domingo, o grão está dourado, o céu incrivelmente azul. Corvos muitos pretos gritam e fogem em revoada. Dias antes ele pintou esse quadro. No meio do campo dá um tiro no peito, levado a um hospital não resistiu morrendo três dias depois.

Vinhas Vermelhas

Vincent Van Gogh não conheceu a fama e nem a fortuna. Em toda a sua vida, o mestre da pintura vendeu apenas um quadro: Vinhas Vermelhas, em Arles. Durante os seus 37 anos de vida, passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a pobreza absoluta. Não fosse a generosidade do irmão Theodore, que o sustentou durante muitos anos e com quem se correspondeu a vida inteira - foram mais de 750 cartas -, talvez não tivesse vivido o bastante para nos deixar sua arte.

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